Disciplinas Optativas

  1. Agroecologia: processos e bases científicas em agricultura sustentável: Estudo dos problemas da agricultura convencional sob as óticas ecológica, econômica e social; Agroecologia: conceitos e princípios; visão das diferentes escolas; enfoque sistêmico; estudo e desenho de agroecossistemas sustentáveis e a aplicação de conceitos e princípios; valoração ambiental/externalidades; interface agricultura/áreas de proteção; inserção da proposta agroecológica na agricultura familiar – diagnósticos participativos; transição para agroecologia – etapas; diagnóstico de agroecossistemas; avaliação da transição através de indicadores de sustentabilidade.
  2. Construção social de mercados: Os objetivos da disciplina são estudar o surgimento e funcionamentos dos mercados, construindo uma abordagem interdisciplinar de análise e dando uma visão geral dos processos de construção social dos principais mercados agroalimentares. Os temas e noções são: mercados como uma instituição central do capitalismo; conceito de mercado na Sociologia; mercados e a sua construção; a coordenação nos mercados; Redes sociais e o funcionamento dos mercados; Bens Singulares. Mercados de qualidade. O papel do Estado na formação dos mercados. Valores sociais e mercado ((mercados, moral e movimentos sociais); O papel dos mercados construídos pela agricultura familiar no desenvolvimento rural sustentável.
  3. Ecologia e agricultura familiar: Agricultura e uso de energia; Conceito de ecologia, sistemas, ecossistemas e agroecossistemas; fluxo de energia e ciclo de matéria nos ecossistemas e agroecossistemas; conceito e histórico da agricultura familiar no Brasil; Revolução Verde: química, adubos e agrotóxicos e efeitos no meio ambiente e na saúde humana; Agricultura Familiar e monocultivos: mudança climática global; produção de alimentos e agrobiodiversidade.
  4. Economia solidária, mercados e agricultura familiar: A economia solidária tem sido objeto de trabalhos científicos em universidades brasileiras como parte das atividades de ensino, pesquisa e extensão na graduação e pós-graduação. A economia solidária são experiências de políticas públicas com associação de redes sociais, sob um modelo de gestão societal do Estado,  conduzidas de modo progressivo em diferentes cantos do país como empreendimentos econômicos solidários (cadeias, redes, etc.). Serão abordadas cinco dimensões da economia solidária no quadro contemporâneo: conceitual (o agir econômico em sociedade pressupõe outro olhar sobre os mercados); contextual e histórica (a economia solidária é abordada como manifestação concreta na realidade de resposta societal à questão do desemprego estrutural ou conjuntural na contemporaneidade do capitalismo); experiências concretas na forma de estudos de caso; metodologia de intervenção (abordada como uma tecnologia social, isto é, como instrumento ou ferramenta para geração de trabalho e renda em comunidades afetadas por alto grau de vulnerabilidade e exclusão social). E por fim, como política pública no modo de gestão societal do Estado entre governos estaduais e federal.
  5. Estado, sociedade e tecnologia: Tendo como cenário a realidade e seus determinantes expostos em grandes traços na Introdução, a disciplina estará voltada à realização de uma viagem no tempo, debruçando-se sobre obras clássicas sobre o Estado como ente teórico e o Estado Brasileiro, os fundamento e desenvolvimento de nossa sociedade e as raízes da dependência e do subdesenvolvimento. A intenção é proporcionar por intermédio de estudos que combinem obras acadêmicas com romances e relatos dos principais autores brasileiros, sobre os temas que qualificam a disciplina, uma contribuição aos alunos do Programa sobre temas que são essenciais para a compreensão das Políticas públicas orientadas para o campo ambiental e do desenvolvimento agrário e seus determinantes e contenciosos atuais.
  6. Estágio em Docência: Planejamento, ensino de conteúdos e avaliação da aprendizagem da sua linha de pesquisa na prática pedagógica no ensino superior de forma a contribuir para a reflexão crítica e para a sistematização dos fundamentos do trabalho pedagógico.
  7. Gestão de conflitos socioambientais: Os conceitos de vulnerabilidade, risco, conflito e justiça socioambiental; riscos naturais e antropogênicos; origens e trajetória de criação do movimento pela justiça ambiental; a transformação do risco e do conflito ambiental em tema de pesquisa na academia; a Sociedade de Risco; a incerteza científica e o princípio da precaução; política ambiental como política distributiva: relações entre pobreza, desigualdade, direitos humanos e meio ambiente; estratégias de mediação de conflitos e o Estado como mediador de conflitos socioambientais; o mapa e a categorização dos conflitos socioambientais no Brasil; a Rede Brasileira de Justiça Ambiental e a estratégia de mobilização de articulação global; estudos de caso em gestão de riscos e conflitos socioambientais, particularmente no contexto do modelo agropecuário.
  8. Políticas alimentares e tecnológicas para unidades familiares rurais: Estudar o papel do Estado na promoção do desenvolvimento no Brasil, inclusive na implantação do atual modelo agropecuário; estudar os impactos sociais e ambientais do atual modelo de desenvolvimento agropecuário, especialmente do bioma Cerrado; estudar políticas públicas e programas governamentais elaborados e implementados, especialmente em educação ambiental e do campo e extensão rural, visando a conservação e o uso sustentável (regulação de uso, gestão de recursos, fiscalização e controle, incentivo a práticas conservacionistas) do meio ambiente; estudar os processos históricos de resistência da agricultura familiar, inclusive estratégias produtivas mais adaptadas ao ambiente natural; estudar a formulação e a execução de políticas públicas e programas governamentais para incentivar a produção familiar, a sociobiodiversidade e a conservação (monitoramento do uso) do meio ambiente.
  9. Políticas públicas: educação, desenvolvimento, meio ambiente: Estudar o papel do Estado na promoção do desenvolvimento no Brasil, inclusive na implantação do atual modelo agropecuário; estudar os impactos sociais e ambientais do atual modelo de desenvolvimento agropecuário, especialmente do bioma Cerrado; estudar políticas públicas e programas governamentais elaborados e implementados, especialmente em educação ambiental e do campo e extensão rural, visando a conservação e o uso sustentável (regulação de uso, gestão de recursos, fiscalização e controle, incentivo a práticas conservacionistas) do meio ambiente; estudar os processos históricos de resistência da agricultura familiar, inclusive estratégias produtivas mais adaptadas ao ambiente natural; estudar a formulação e a execução de políticas públicas e programas governamentais para incentivar a produção familiar, a sociobiodiversidade e a conservação (monitoramento do uso) do meio ambiente.
  10. Políticas públicas: territórios e desenvolvimento: A disciplina aborda uma introdução ao processo de elaboração e implementação de política públicas de desenvolvimento rural no Brasil e na América Latina. Tratará de alguns referenciais teóricos em matéria de análise das políticas públicas, da territorialização das políticas públicas, da emergência e da difusão das políticas públicas de desenvolvimento territorial rural na América latina. Aportará também alguns elementos metodológicos em matéria de acompanhamento e avaliação dessas políticas.
  11. Recuperação de áreas degradadas: Conceitos básicos: degradação e recuperação ambiental; passivo ambiental; áreas degradadas, áreas contaminadas, áreas recuperadas; diagnóstico das condições de sítio; processos do meio físico e recuperação de áreas degradadas; dinâmica de áreas degradadas; ecologia da regeneração em áreas degradadas; técnicas de recuperação de áreas degradadas; planejamento e gestão do processo de recuperação de áreas degradadas (elaboração de projeto técnico de recuperação); uso da vegetação e da fauna para recuperação de áreas degradadas; técnicas de monitoramento da recuperação.
  12. Sociobiodiversidade, agricultura familiar e desenvolvimento rural: Estudar impactos ambientais do modelo agropecuário dominante; analisar diferentes concepções de agricultura e o desenvolvimento do campo, estudando as diferentes agriculturas e formas de uso e apropriação do espaço; estudar a relação entre a produção familiar rural e o meio circundante como processos sustentáveis de desenvolvimento; estudar a diversificação produtiva familiar (inclusive a produção, bens e serviços gerados a partir de recursos da biodiversidade e de interesse dos povos e comunidades tradicionais) como mecanismo que reúne condições para manter níveis adequados de biodiversidade e de reserva biológica; estudar ações coletivas e atores sociais nas dinâmicas territoriais de desenvolvimento, nos processos de construção de alternativas produtivas e de práticas ambientais sustentáveis que promovam a manutenção e valorização de práticas e saberes (instrumental técnico-científico), gerando renda e promovendo a melhoria da qualidade de vida e do ambiente das populações dos biomas Cerrado e Floresta Amazônica.
  13. Tecnologias de gestão e desenvolvimento rural (I e II): Diante da necessidade de disponibilização de tecnologias sociais de produto, processo e gestão voltadas para a promoção do desenvolvimento no campo, a disciplina irá se concentrar nas tecnologias de gestão adaptadas às unidades de produção familiar – individuais e coletivas –, incluindo a gestão logística, da qualidade e de custos de processos. Para tanto, abordará, além das estratégias para a criação de organizações coletivas (associações, cooperativas, sindicatos), o papel das novas tecnologias da informação e da comunicação (NTIC) como suporte à gestão das unidades de produção e como ferramentas de capacitação e empoderamento.
  14. Tópicos especiais em meio ambiente e desenvolvimento rural: Abordagens específicas sobre conceitos, teorias e/ou problemáticas atuais em meio ambiente e desenvolvimento rural, relacionadas com uma ou mais linhas de pesquisa e área de concentração do PPG-Mader.